Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

PARA NÃO FICAR A SENSAÇÃO QUE EU FUJO ÀS CRÍTICAS


Um dos grandes problemas do cinema português está na incapacidade de criar personagens. Para além de sexo e de polémicas futebolísticas, não há nada que leve o espectador comum a gastar cinco euros em cinema português. O sub-texto e a contemplação social é muito interessante mas muito pouco para uma arte que tem demasiadas contas para pagar. Há muitos anos que não nascem, nas salas portuguesas, personagens dignas desse nome. Portugal precisa de um John McClane ou de um Vincent Vega. Pois, meus amigos, com as devidas distâncias, Chico Silva e Fuentes são o mais perto disso que o cinema nacional deitou cá para fora nos últimos tempos.
Arte de Roubar é mais do que um exercício de estilo tarantinesco. É uma comédia negra bem representada, bem filmada e tecnicamente muito interessante, mas acima de tudo um filme de personagens. É um filme recheado de carisma. Um filme onde seguimos a narrativa porque os personagens nos obrigam. Porque nos identificamos com eles e não queremos que nada de mal lhes aconteça.
J.B. Martins, CineBlog
(é uma pessoa importante e podia estar a escrever isto no Expresso)

No caso de Arte de Roubar, trata-se de fabricar um fingimento estético que nem sequer demonstra qualquer atenção às eventuais emoções das suas personagens. Na melhor das hipóteses, o filme consegue reproduzir o look paródico de alguns anúncios de bebidas alcoólicas que exploram os clichés do submundo (o que não leva a lado nenhum). Para além disso, não havendo nada de vivo para representar, é penoso assistir ao beco sem saída para que são empurrados os actores, incluindo profissionais tão talentosos como Ivo Canelas ou Soraia Chaves.
João Lopes – em diversos  locais e sem tempo para ir ao cinema.


De facto, tal como nos clássicos de Tarantino, n´«A Arte de Roubar» o telespectador é induzido a sentir um conflito interior, dando consigo a simpatizar com os marginais que protagonizam a narrativa, devido ao modo como a sua dimensão humana se releva no desenrolar dos eventos.
É uma história divertida, imprevisível a cada instante, de ritmo cavalgante, muito bem filmado nas paisagens da Península Ibérica e com uma banda sonora notável. O público português irá certamente apreciar este filme arrojado, com uma ousadia que cai deliciosamente. Só falta, agora, é perceber como digere a obra este povo de brandos costumes.
Pedro Resendes - Diário Digital (um jornal moderno!)

 

Leonel Vieira confessava-se há dias "fã devoto de Tarantino e dos irmãos Coen", e com certeza por lapso não mencionou Robert Rodriguez. Mas nem era preciso, o seu novo filme, "A Arte de Roubar", fala por ele.
Um "pastiche", se quisermos utilizar uma expressão simpática, ou, se não quisermos, um simplório repositório (muitos tempos mortos, nenhum espírito de economia, diálogos péssimos) dos elementos que se costumam encontrar com mais saliência na superfície dos filmes daqueles cineastas - acção e gangsters, personagens verborreicas, intrigas cheias de alçapões.
Luís Miguel Oliveira (PÚBLICO - mas está a Recibos Verdes)

 

Publicada por OMal às 23:26
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