Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

SÉTIMA ARTE MARCIAL ou o 8-0

 Hoje, as reclamações são  sobre uns senhores que escrevem crítica de cinema no Jornal O Público e que bem podiam  poupar árvores (aos pobres e estúpidos humanos; que não percebem nada de cinema mas que precisam delas para respirar) e passar a publicar as suas críticas em portas de casas de banho. Porque as críticas são feitas com uma força, e uma vontade de dizer mal,  que, de certeza, ajudam a combater a obstipação. Experimente, de manhã, comer uma barrita de cereais  e  ler uma crítica do Público  e vai ver que o relógio, que você e a Fátima Lopes têm na barriga, começa logo a tocar.

      E isto tudo, porquê? Porque alguém tem que fazer a parte - Não vás àquele crítico que é muito mau -, estes senhores induzem as pessoas em erro. Sair de casa para ir ao cinema em função da opinião dos críticos do Público, é o mesmo que sair de casa sem guarda-chuva porque a Maya garantiu que esta semana não ia chover. 

       Slum Dog Millionaire  está nomeado para dez Óscar(es) e já venceu  quatro Globos de ouro e sete Baftas, incluindo: melhor filme, melhor argumento, melhor realização. Ou seja, tem tudo para causar uma profunda irritação aos críticos do Público; que lhe dão uma bonita bolinha  preta. Para eles é lixo! A esta hora, estão os senhores do Óscar, dos bafta e dos Globos de Ouro a fazer uma reunião de emergência, porque: se os críticos do Público dizem que o filme não vale nada, alguma coisa deve ter-lhes  escapado. Deve haver alguma coisa que está muito mal feita mas que eles não deram por isso. Valha-me Jesus Cristo e aquele outro de barbas que costuma estar com ele! Mania que são mais espertos que os outros, é o que é. 

       Uma pessoa olha para a crítica do Público e, tirando um filme que foi feito no Uzbequistão com dois camelos, uma viola e uma família com seis dentes, só vê bolinhas; ou uma estrelita, vá lá duas. Isto faz um bocado confusão: um indivíduo que, supostamente, adora cinema e que é raro gostar de um filme. "Gosto muito, muito de cinema. Nos últimos dez anos gostei de dois filmes e achei outro assim-assim." É um bocado como aqueles sujeitos que dizem que gostam muito de mulheres mas uma pessoa diz: Epá, olha aquela! – Hum...É um bocado alta demais. - Epá! olha o que ali vai a passar! Que grande mula! – hum, não gosto muito, tem as raízes do cabelo descoloridas – O quê?!  - Ai, eu sou muito exigente.  - Tu não gostas é de mulheres! -  portanto, estes senhores não gostam é de cinema! Porque é que não os põem a fazer a página da necrologia, a dar cruzes pretas aos mortos? Ao menos não chateiam quem respira.

       Senhores do Público, vão lá ver o filme outra vez porque estou convencido que vocês viram o filme em DVD, daqueles filmados pelo telemóvel de um anão; em que estão sempre a aparecer crocodilos porque o sujeito da frente tinha uma camisola Lacoste. Não acredito é que alguém queira ir com vocês; sujeito a ter que sair a meio do filme na maioria dos casos. Por isso, os críticos, acabam sozinhos em casa a ver um DVD pirata. Acabam assim: amargos, porque são pessoas muito pouco populares que embirram com tudo o que os outros gostam. “Este café é muito bom!- …não é nada. Este café não presta, leva um Grão em cinco grãos. "Epá, hoje está um calor.” - Não está nada. A este dia dou um Sol  Preto, numa escala de dez sóis, e vou já buscar o cachecol.

 

Publicada por OMal às 22:41
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