Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

LIVROS QUE NÃO LI


MANUEL ALEGRE - O FUTEBOL E A VIDA
O livro parte de uma boa ideia. É excelente a ideia de Manuel Alegre de se tornar um  benfiquista ferrenho, porque o sofrimento  faz parte da essência da poesia. Normalmente as musas espectrais do poeta são uma irmã mais nova que morreu de tuberculose, um amor não correspondido, o pai que se matou ou uma tarde de chuva na fábrica. Agora- o benfiquismo -  nunca ninguém tinha ido tão longe.  Foi também Manuel Alegre que, depois de um  jogo da equipa encarnada com a Juventus , disse que nenhum jogador do Benfica tinha lugar na equipa italiana. Isto é obviamente uma versão simplificada do que disse o camarada Alegre. No original, de forma resumida, corresponde a  – nenhum entre todos, companheiros, que jogais o esférico com as sangrentas vestes da águia, poderia numa manhã amarga de Outono, com cheiro a cravo e  uma névoa cinza, qual a que desce o pano sobre os campos de batalha, poisar em vossas colunas as negras alvas camisolas da companheira, amiga, velha senhora.  E é também ele o responsável por estas linhas  - “Gostava de escrever um golo como aquele poema que o Nuno Gomes marcou”   -  infelizmente o avançado tem estado sem veia poética e, no último jogo, mandou oito redondilhas para a bancada.
Enfim, pode criticar-se muita coisa em Manuel Alegre, mas ele é sem sombra de dúvidas um homem de fortes convicções (ou exagerada teimosia). Basta dizer que o Manel é poeta e não é homossexual. 
Publicada por OMal às 03:35
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