Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

DIAS DA RÁDIO I - ENTREVISTA PELUCHE DE MADDIE - TSF -TUBOdeENSAIO


Bruno
(voz mais íntima e séria): Bem vindos a mais uma entrevista de tamanho M, hoje com alguém que tem estado calado. Alguém, cuja opinião até agora nem nós nem a Felícia Cabrita conhece, e que pela primeira vez se disponibiliza para dar uma entrevista onde exprime o seu ponto de vista sobre o assunto do ano. Com a ajuda de um tradutor automático de peluches, temos connosco o Hipopótamo de peluche cor de rosa da Maddie . 
Hipopótamo (ligeiramente fungão): Olá, peço desculpa. Mas estou um pouco rouco. No último mês fui lavado vinte e duas vezes. A Kate pode chorar pouco mas sua muito. Antes disto começar eu tinha uma cor mais garrida.   
Bruno: Hipopótamo de peluche, antes de mais permita que lhe faça uma pergunta, que a Fátima Campos Ferreira não desdenharia -  a polícia nunca desconfiou de si? É sabido que os Hipopótamos são extremamente territoriais, são animais agressivos e são a espécie de mamífero africana que mata mais seres humanos a cada ano.
Hipopótamo: Eu sou de peluche.
Bruno: Isso foi o que disse aquele ex-GNR que matou as miúdas – eu sou de peluche. É o que dizem todos.  
Hipopótamo: Mais importante, eu não sou um Hipopótamo.
Bruno: Ai não?! Eu estava convencido que sim. A minha mulher dizia que era um caranguejo. O meu primo Miguel dizia que era uma osga. São as duas grandes perguntas que todos fazem -  Onde está Maddie ? E que  raça de bicho de peluche é aquele?!
Hipopótamo:  Tem sido muito desagradável , porque a maioria dos comentadores e jornalistas refere-se a mim como o urso de Maddie .
Bruno: Mas afinal de que espécie é?
Hipopótamo: Sou um gato… ou melhor, sou uma espécie de cria de felino. Mas gato é o mais próximo.
Bruno: Gato cor de rosa? Nunca vi disso. 
Hipopótamo: Tenho um familiar que está em Albufeira num bar dentro de uma daquelas máquinas que se  mete moedas e que têm umas pinças que nos pegam e coiso…
Bruno: Muito bem. Agora que estamos esclarecidos, diga-me, Hipopótamo, como é que  viu  a noite do rapto? 
Hipopótamo: Não vi nada. Estava a dormir profundamente. 
Bruno: Tinham-lhe dado uma injecção para dormir?
Hipopótamo: Não. Mas puseram-me em frente à televisão enquanto estava a dar a Chiquititas .
Bruno: Foi interrogado pela PJ?
Hipopótamo: Fui.
Bruno: Trataram-no bem?
Hipopótamo: Eu sou um bicho de peluche. Estou habituado a miminhos. Não tive muitos. Na GNR ainda há  quem nos afague, mas na PJ foi duro. Mas eu não sabia de nada. Pressionaram-me. Mostraram-me vídeos com imagens do que  é que os presidiários fazem quanto apanham um peluche novo na prisão. Foi horrível.  Quando de lá saem já só servem para fantoches.
Bruno: Imagino. Eu não conseguia ver isso sem pipocas. Obrigado, Hipopótamo gato da Maddie , foi uma entrevista muito interessante e eu só não lhe aperto a mão porque não quero ver o meu ADN envolvido na confusão. Até para a semana.  
Publicada por OMal às 01:28
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