Domingo, 4 de Novembro de 2007

DIAS DA RÁDIO VI - ENVIADO BANAL-TubodeEnsaio TSF


Bruno: Olá bem-vindos a mais um enviado banal. Hoje, sem mais delongas, vamos em directo para o pavilhão do complexo desportivo da FNAC onde está a decorrer o combate de romances entre as novas obras de  Miguel Sousa Tavares e de José Rodrigues dos Santos e onde estou eu em osso e osso. Alô, Nogueira?
(AMBIENTE DE PAVILHÃO DESPORTIVO COM PÚBLICO)    
Nogueira: Olá Bruno. Hoje posso ser eu o Nogueira e tu o Bruno?
Bruno: Já falamos sobre isso. Fica assim como está . Tu és claramente o passivo. Como estão aí as coisas, Nogueira?
Nogueira: Estamos no intervalo do combate. Os autores aproveitam para cozer e colar algumas páginas dos seus livros.  O estado da  badana do livro de José Rodrigues dos Santos tem dado alguma preocupação.
Bruno: Nogueira, antes de contares o que aconteceu, recorda aos nosso ouvintes quem são os intervenientes neste combate?
Nogueira: Não me ensines a fazer jornalismo, Bruno. OK? Recordo então que, no canto direito temos “Rio de Flores”, nome um tanto ao quanto efeminado , mas cujas suas seiscentas e trinta e duas páginas impõem respeito. No canto esquerdo com apenas 504 páginas e capa mole, está - O Sétimo Selo. Concorrem ambos na categoria de romances leves e estão a combater durante dez capítulos para decidir quem leva o título de melhor romance que sai mesmo na altura que é boa para vender. As regras são simples, vale tudo menos plágios abaixo da cinta. Que tal?
Bruno: Quem é o árbitro?
Nogueira: O árbitro é o brasileiro Paulo Coelho, que tem já muitos anos do campeonato de wrestling de obras menores e, que se estreia hoje aqui na categoria de romances leves.
Bruno: Podes então descrever, agora, o que se passou durante os cinco primeiros capítulos?
Nogueira: A obra de Rodrigues dos Santos entrou melhor, apesar da falta de originalidade do título, e durante o primeiro capítulo não deu hipóteses a Rio de Flores, ganhando claramente aos pontos. Rio pareceu ficar ofuscado com a capa do adversário, com um bonito iceberg, e passou o primeiro capítulo encostado às cordas deambulando em descrições e factos históricos,  enquanto O Sétimo Selo lhe aplicava  com seis ou sete clichés actuais que dão leitores e que andam à volta de segredos bíblicos , códigos e apocalipses.
Bruno: Houve um momento chave no terceiro round, não é verdade?
Nogueira: Verdadinha. O Selo estava a dominar mas, a meio do  terceiro capítulo, Rio de Flores surpreendeu O Sétimo Selo com dezoito páginas de sexo seguidas - terreno onde se move com relativa à vontade e  que espevitou o coração das leitoras com mais de quarenta que estavam no estádio. O Sétimo Selo ruborizou, foi ao tapete, mas consegui levantar-se.   
Bruno: Como é que os autores têm reagido ao combate?
Nogueira: Rodrigues dos Santos tem gritado palavras de incentivo para dentro do ringue – do tipo – Vai-lhe ao epílogo! Ou vai-te a ele como se ele fosse uma RTP. Sousa Tavares tem tido uma postura mais  calma e ainda só fumou 64 cigarros e disparou a caçadeira duas vezes. 
Bruno: Obrigado, Nogueira. Voltamos mais tarde para saber como acabou este combate, por agora é tudo e gostava de salientar que acabamos sem fazer uma piada aos pavilhões auriculares de José Rodrigues dos Santos mostrando assim  novos rumos ao humor. Voltamos quando nos der jeito.
Publicada por OMal às 13:09
Link do post | Adicionar aos favoritos

Julho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Está Feito

Twitter

subscrever feeds