Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

DIAS DA RÁDIO VII - ENTREVISTA SonhoPlaste-TUBOdeEnsaio-TSF


B.:
Hoje no Projectos para o Futuro temos connosco o Engenheiro Astolfo Marques, presidente da empresa Sonhoplaste .  Explique aos nossos dois ouvintes qual a área de negócio da Sonhoplaste .
Eng: Olá, Bruno. Nós, na SonhoPlaste , achamos que o serviço de sonhos  disponível em Portugal é péssimo. A maior parte dos sonhos em Portugal são quase de fabrico caseiro.  O que  vimos propor é um serviço de envio de sonhos de qualidade, via cabo, ao cliente.
B: Sonhos via cabo? Ui , isso deve doer.
Eng: O nosso serviço garante uma melhoria substancial na  qualidade da imagem e som dos sonhos. Por incrível que pareça, em pleno século XXI, em Portugal há muita gente que ainda sonha a preto e branco. É chocante. Em países da União Europeia como a Bélgica, a Holanda e mesmo a Grécia, já ninguém sonha a preto e branco. Muito menos em mono. 
B: Pois. Quem é que o deixou entrar. Foi o Reis, o segurança?
Eng: E depois há a diversidade da oferta. Ainda no outro um amigo meu me contava…
B:…amigo. São muito chegados? Querem vir almoçar ao Caleidoscópio?
Eng: Talvez. Mas como eu estava a dizer, este amigo estava a ter um pesadelo horrível e acordou em sobressalto e  depois foi dormir e o pesadelo continuou. Ora, isto não há direito. O mínimo era haver a possibilidade de uma pessoa poder  escolher se  continua a ver o que estava a ver ou se pode optar por outra coisa. 
B: Vou interrompê-lo para fazer um  hum, hum - Hum. Hum.
Eng: Outro exemplo,  os sonhos húmidos. O sonhos húmidos em Portugal normalmente acabam antes de chegar à cena final, o que pode evitar situações confrangedoras , mas do ponto de vista do espectador é frustrante. Outro exemplo, porque é que neste tipo de sonhos a maioria das pessoas que interagem connosco são completos estranhos? Eu sei que podem dizer que não há dinheiro e têm que recorrer a figurantes, mas não faz sentido. Há que  investir em sonhos húmidos com gente que as pessoas conhecem. 
B: Corrija-me, e bata-me com esta régua da Hello Kitty na nádega esquerda, se  estiver errado, mas parece-me que as pessoas em Portugal não tem muito o hábito de sonhar. Os portugueses são um bocado preguiçosos e normalmente quando chegam à cama querem é ir dormir.
Eng: Tem toda a razão.
B: Que pena. Vou arrumar a régua.
Eng: Mas a verdade é que os conteúdos dos sonhos também não são apelativos. Há falta de conteúdos. No nosso país ainda há muita gente a sonhar que está a cair. Ou a fazer um exame. Ora,  a queda  já não se usa desde os tempos do sonhos mudos e o chegar atrasado ou não encontrar a sala de um exame, é o tipo de sonho que já só é usado em alguns países da América Latina. Em Portugal os sonhos são tão fracos  que, de manhã, a maioria das pessoas não se lembra do que sonhou. 
B: E a sonhoplaste propõe um serviço de sonhos de qualidade aos portugueses, segundo sei, de forma totalmente gratuita entre as quatro e cinco da manhã? 
Eng: O horário nobre dos sonhos, totalmente gratuito.  Apenas, como contrapartida, cobramos a água, a electricidade  e o gás consumido nos  sonhos.
Publicada por OMal às 02:04
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