Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

DIAS DA RÁDIO VIII - ENTREVISTA Borga de Mendonça-TUBOdeEnsaio-TSF


B
.: Connosco temos o Professor Borga  de Mendonça, que concluiu a construção do genoma humano!
Prof: É isso mesmo. O genoma humano está completo.
B.: Parabéns! Que grande descoberta. Deve ter sido difícil?
Prof: Foram muitas semanas de estudo, Bruno. Muita semanas a pensar - onde é que eu vou pôr o Genoma? A televisão não dava para tirar e o maple da sala já não podia ir mais para trás.   A cristaleira nem pensar em mexer que a minha mulher …
B: O Professor Borga ia pôr o Genoma na sala? Ui…
Prof: Eu sei que parece estranho, mas é o melhor sítio para o Genoma porque apanha sol de manhã e seca mais depressa. Na marquise não dá por causa das plantas.
B: Professor prometa que não me morde uma perna se eu lhe fizer uma pergunta pequenina - o Professor construiu mesmo o genoma?
Prof: Claro que sim.. Está lá tudo. O Cromossoma onze foi o que deu mais trabalho por causa do gene da insulina que é complicado. Tive que partir o fósforo ao meio.
B:  Ui…O fósforo, símbolo químico?
Prof: Não. O fósforo Quinas, normal.
B: Logo vi. Quer dizer que o senhor construi o genoma em…
Prof:... em paus de fósforo, como tudo o que é faço. Com excepção daquela vez que usei caricas.
B: Caricas, o símbolo químico ou caricas mesmo? 
Prof: Usei caricas, porque o que estava em causa era um reactor de fusão a frio, e a fusão do deutério produz uma radiação mortal e não quis arriscar e usei as caricas para proteger a humanidade.  
B: Como é que lhe surgiu a paixão pelas construções com fósforos? - deixe-me só adormecer e depois já me responde. (adormece)   
Prof: Sou do tempo em que quando não havia troco davam uma caixa de fósforos. Cheguei a ter mais de dez mil caixas de fósforos no banco. E comecei a pensar que era estúpido ter aqueles fósforos todos parados, que ao fim do mês rendem pouco mais que uma caixa de fósforos para lareiras,  porque não pegar nos fósforos e fazer qualquer coisa com eles?
B: (ensonado) Não se importava de apagar  a luz.
Prof: Com certeza. Cheguei a casa e disse à minha mulher – vamos fazer um filho! Fui buscar cola e fósforos e fizemos o Raimundo. Os outros já fui eu que fiz sozinho que ela não queria mais filhos.
B: Mais baixinho, está bem?  Não é por mim, mas há pessoas que estão acordadas.
Prof: Desculpe. O Raio do gaiato era um desassossego. Quantas vezes eu lhe disse- Fizeste asneira, anda cá ao pai para o pai te riscar uma orelha. (FADE)  O miúdo era terrível tinha fósforo a mais e…   
Publicada por OMal às 02:01
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