Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

EPIZOODIO

Não é qualquer país que pode dizer que tem hipopótamos junto ao Metro. Com a ajuda de um ordenado mínimo, entrei no Jardim zoológico de Lisboa, ainda perguntei se havia algum desconto (porque me recordei daquela vez que o Marcelo Rebelo Sousa não pagou porque era o mês do réptil), mas não tive hipótese.
Não fomos ver os golfinhos, porque em termos de habilidades com animais prefiro uma luta de cães ou um braço de ferro de gatos, e seguimos de imediato para os bichos em cativeiro.
O Jardim Zoológico de Lisboa é magnífico e os animais para isso contribuem, mas causa uma sensação incómoda porque uma pessoa não deixa de sentir que eles estão atrás das grades. Quando vamos com os nosso filhos sentimos a obrigação de justificar porque é que eles estão presos: “Olha, isto é uma pantera negra - Panthera pardus melas - vive nas selvas da Malásia, Sumatra e na Etiópia e está presa porque matou duas zebras menores. Estes macacos aranha de Gibraltar  são giros, não são? Mas  partiram um bar em Albufeira. A culpa é das pessoas que lhes dão Pisangabon.”
Tive pena quando soube que os elefantes já não aceitam moedas, Estranharam o sabor do Euro ou então perceberam que se até já há jornais de graça com certeza que ninguém paga para tocar um sino. 
Foi também com uma lágrima no olho que verificamos que a jaula dos chimpanzés estava muito vazia porque a maioria tinha ido separar embalagens.
Gosto particularmente da jaula dos babuínos,  onde podemos ver um vulgar babuíno dos trópicos a baloiçar num exemplar raríssimo de um pneu Mabor Intercontinental de 67.
E não querendo ser bufo, pareceu-me que as girafas estavam com demasiado ar de quem está a disfarçar…devem estar a preparar alguma. Elas  passavam o tempo a olhar lá para fora, talvez não fosse má ideia os responsáveis pela segurança estarem de olho nelas não vão estar a planear uma fuga.  Ponham uma delas na solitária a ver se o torcicolo não a faz falar. 
De todos os animais presentes no zoo, os meus favoritos são os crocodilos. Sempre foram. Têm a postura que eu  teria se me pusessem num zoo - Não vou fazer absolutamente nada, vai ser difícil distinguir-me da vegetação, não me vou mexer e quase não vão dar pela minha existência e quero ver se vendem bilhetes para isto… a não ser que me atirem um pedaço significativo de um animal. Aí já muda de figura - Para finalizar há que dar os parabéns a quem teve a ideia de tirar fotografias aos visitantes à entrada em vez de à saída, porque a tristeza dos animais é contagiante.
 

Publicada por OMal às 21:33
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