Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

2 SHADOW PICTURES

Estou preocupado com o filho da socialite serial killer, Maria das Dores. Quer-me parecer que o miúdo já nem tem luz em casa, como se pode ver pela maneira como aparece vestido. O rapaz, veste um estilo que leva a crer que houve uma orgia lá em casa e que ele, no escuro, vai vestindo o que encontra pelo chão; daí o soutien acolchoado, a fazer pandant com as galochas de polícia sinaleiro, com que o vi numa revista.  Quanto à mãe,  resta a consolação que as riscas a fazem mais magra e a alegria de possuir uma vantagem natural em relação às outras presas: se se enganar a fazer os riscos, que contam os dias na parede da cela, pode utilizar a mão para apagar o que está mal.

 

Publicada por OMal às 23:24
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2 comentários:
De joao moreira de sá a 19 de Julho de 2008 às 04:41
O melhor do teu humor são os pormenores. Gostava de ler um texto teu sobre nada, que sei que o humor, pelo menos o que eu gosto, o dos detalhes, estaria lá. Vem isto a propósito de quê? Se fosse escrita à João Quadros a resposta era, Nada. Mas por acaso vem a propósito de ter sido a imagem do cotozito da mão a servir de borracha para apagar os riscos que me faz vir aqui saudar o regresso dum Mal tão bom.
(eu continuo a preferir o humor assim escrito, sobretudo o teu, ou interpretado pelo Bruno, que o percebe. Infelizmente parece que não é um humor dos nossos dias (ah! diz-se contemporâneo), mas para mim humor é isto, as palavras.
De OMal a 19 de Julho de 2008 às 05:32
Arcebispo, és sempre bem vindo. Eu tenho um sonho em que estou sozinho dentro de um tupperware dos brancos. É essa a minha noção do nada. O problema do nada é quando se lhe acrescenta alguma coisa. Perdi-me.
Abraços.
JQ

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