Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

DOUTOR ESTRANHO AMOR

Já vai tarde, mas...queria dar os parabéns ao Doutor Menezes por se ter afastado da política. Fez bem, estava condenado à partida. Quem é que pode confiar num indivíduo que é médico e que resolve seguir a carreira política? Um indivíduo que se fartou de estudar, que se fartou de adquirir conhecimentos, vai deitar tudo isso fora?! O nosso primeiro-ministro é o quê? Engenheiro, e engenheiros há muitos, e era fraquinho, dá para perceber que tenha seguido a carreira que seguiu - agora, um médico?! Ainda por cima: pediatra, que é  das profissões que são mais bem vistas; e que dá para sacar mais gajas. Vai para politico?!  - Ah, se calhar, ele estava muitas vezes de banco – não é desculpa. - Se calhar...ele tinha medo de apanhar papeira – já é melhor!

Mas como é que é possível?! Foi um chamamento? – Pois, eu estava a operar um criança numa tenda na Somália e era como se não estivesse ali. Só pensava quem é que teria ganho a distrital de Aveiro. 
E é natural que ele tenha tido problemas de liderança. Porque  um tipo que é médico e político, chega e diz – Eu penso que a estratégia em relação a  Economia devia ser coiso e tal -  está sujeito a que lhe respondam: "muito  bem, não posso estar mais de acordo, mas se não se importa vou pedir uma segunda opinião. " Por mais que ele queira nunca poderá fugir ao facto de que é médico. E se chegar a primeiro ministro, nas conferências de imprensa,  ao fim de algum tempo o que os jornalistas lhe vão perguntar é  - Doutor, tenho um alto no pescoço, o que é que acha que pode ser isto? Doutor estou com a garganta inchada, o Doutor acha que devo tomar um ou dois BenUron?  - Porque, quando estamos  com um médico, seja numa festa de anos, seja num enterro, mal temos alguma confiança aproveitamos logo para fazer esse tipo de perguntas.   É muito complicado. E é desconfortável, porque uma pessoa nunca sabe quando o primeiro ministro vai dizer – portugueses, tirem a roupa e fiquem só de cuecas que eu já volto - E os discursos? quem é que ia perceber o que ele escreveu? Tinham de contratar farmacêuticos como assessores?! Não faz sentido. Um médico é como um padre que sabe ver radiografias, e a política e a pediatria; ou mesmo a estomatologia, não devem ser misturadas. Doutor Menezes, o país é pequenino mas não precisa de um pediatra.
Há profissões que não combinam com a política. Por exemplo, um indivíduo que é contabilista e sádico e que vai para a carreira política, o que é que acontece? O mesmo que aconteceu com o Salazar. Outro exemplo, de igual pertinência -  Um decorador de interiores chega a primeiro-ministro, tudo bem, vai ter uma audiência com o Presidente da República por causa da situação no Golfo Pérsico e passa a conversa a mudar a mobília de sítio. Não é possível.  Há profissões que não dão resultado.  Houve uma altura que era moda apostar nos militares. Quer dizer, não era bem moda, eles é que tinham as armas, mas hoje, como já quase nada funciona, pouco valem em termos políticos.     
São raras as pessoas que têm uma carreira política de sucesso e uma profissão distante dos habituais - advogados, economistas, sociólogos, e engenheiros -, há, obviamente,  excepções, como por exemplo: a Zita Seabra -  que tinha como especialidade  ser atirada de um canhão e agora é uma estimada deputada. 
 

Publicada por OMal às 02:14
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