Sábado, 13 de Setembro de 2008

A MINHA RELIGIÃO NÃO PERMITE COMER PEIXE MAIS VIAJADO QUE O BRUCE CHATWIN*


Será que sou só eu que acha que a zona de frescos dos supermercados parece uns Jogos sem Fronteiras de Pescado e Marisco? - camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca Egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo Marroquino, berbigão das Fidji…Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver  marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma sapateira que veio de Madagáscar. Tenho vontade de falar com ela,  tenho curiosidade de saber como é que é o país dela,  se a água é quente, se tem irmãs, etc.  Uma criatura vai ao Supermercado comprar duas cabeças de pescada não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. É desagradável. Vamos comprar tamboril e o mais perto que se arranja é tamboril que, para chegar até nós, teve de fazer seis Paris-Dakar.  Ou:uma perca Egípcia - um indivíduo olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e acha que está no Museu Gulbenkian e que a seguir vem um bacalhau mumificado dentro de um sarcófago.  E o polvo marroquino? Hum? O marroquino, propriamente dito, se dá à costa em Portugal é logo posto a andar. Agora, o polvo, é vê-lo deitado nas vitrinas dos supermercados sem fazer nada de útil como: vender haxixe. Deixo um conselho a essa malta que costuma atravessar oceanos em jangadas feitas com fósforos: venham mascarados de polvo; ou de lula, que ninguém vos manda embora. Agora, não convêm é cair à água com o fato por causa dos tubarões. Eu, ás vezes, penso: o que a gente não poupava se Portugal tivesse mar.

 

* o name dropping é uma forma de doping para buscas na web 

Publicada por OMal às 03:13
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